Dr. Joabe Carneiro, urologista

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Laparoscopia urológica: cirurgia do rim, do ureter e da bexiga por vídeo.

Cirurgia do rim, do ureter e da bexiga feita por vídeo, com pequenas incisões e visão ampliada do interior do abdome. É o caminho para vários procedimentos que antes exigiam uma abertura grande. Saiba como isso é possível.

Dr. Joabe Carneiro, urologista

O que muda no campo cirúrgico

O que a via por vídeo permite durante o procedimento.

Os resultados variam conforme o procedimento indicado e as condições clínicas de cada pessoa, e são discutidos na consulta.

Sem o corte grande da cirurgia aberta

O acesso é por pequenas incisões, por onde entram a câmera e os instrumentos, em vez de uma abertura extensa no abdome ou no flanco.

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Visão ampliada e acesso reduzido

O trabalho sob visão ampliada e o acesso reduzido costumam significar menor perda de sangue durante o procedimento.

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Sem corte extenso a cicatrizar

O acesso é feito por pequenas incisões, sem a abertura extensa da via aberta. A dor no pós-operatório e o tempo de retorno variam conforme o procedimento indicado e o caso.

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Preserva o que pode ser preservado

Em tumores de rim, a via laparoscópica permite retirar apenas a parte comprometida do órgão quando o tamanho e a localização da lesão permitem.

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Como funciona, e onde ela se diferencia da robótica

Na laparoscopia, o cirurgião faz pequenas incisões no abdome e por elas introduz os instrumentos e uma câmera acoplada a uma haste, o laparoscópio. A imagem do interior do abdome vai para um monitor, e é olhando para essa tela que a cirurgia acontece. Quando o órgão precisa ser retirado, uma das incisões é ampliada apenas o necessário para a saída da peça.

A diferença para a cirurgia robótica está em quem segura o instrumento. Na laparoscopia, o cirurgião manuseia hastes rígidas diretamente, ao lado da mesa. Na robótica, ele comanda braços articulados a partir de um console, com visão em três dimensões. As duas são minimamente invasivas, e a escolha entre elas depende do procedimento, da anatomia do caso e da estrutura disponível.

Nem todo caso pede robótica, e dizer o contrário seria vender tecnologia em vez de indicar tratamento. Há procedimentos em que a laparoscopia resolve com a mesma segurança, e é ela a indicada.

Quando a laparoscopia entra em discussão

As situações em que a via por vídeo costuma ser considerada na urologia.

Cirurgias do rim

Retirada total ou parcial do rim em tumores, e remoção de rins que perderam a função. Quando o tamanho e a localização da lesão permitem, preserva-se a parte saudável do órgão.

Ureter e junção com o rim

Correção de obstruções na junção entre o rim e o ureter, e outras reconstruções do trajeto urinário que exigem sutura em profundidade.

Adrenal e bexiga

Retirada de nódulos da glândula adrenal e procedimentos da bexiga que se beneficiam do acesso por vídeo em vez da abertura ampla.

Como costuma ser a recuperação

Um panorama geral para você se organizar. Os prazos do seu caso são definidos pelo médico e entregues por escrito no pré-operatório.

No hospital

Controle da dor, retomada da alimentação e primeiros movimentos fora do leito. Levantar cedo faz parte da recuperação e é estimulado.

Primeiros dias

Repouso relativo em casa, com caminhadas leves e cuidado com os curativos, conforme a orientação recebida na alta.

Semanas seguintes

Retorno gradual às atividades. A liberação para esforço físico e trabalho pesado é dada conforme a evolução, e não por prazo fixo.

Acompanhamento

Consultas de controle e, quando houver retirada de tecido, o resultado do exame da peça enviada para análise.

Dr. Joabe Carneiro

Dr. Joabe Carneiro

Urologista há mais de 20 anosMédico. CRM-BA 17.642 · RQE 6.422Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia

Vinte anos de urologia, com formação em cirurgia robótica no exterior.

O Dr. Joabe de Oliveira Carneiro atua em urologia há mais de vinte anos e dedica parte da prática cirúrgica à via robótica.

Possui certificação internacional em cirurgia robótica, tendo concluído o Basic Robotic Surgical Course no Florida Hospital Nicholson Center, nos Estados Unidos. É certificado como Console Surgeon no Sistema Cirúrgico Robótico da Vinci, pela Intuitive Surgical no centro de excelência INSIMED, em Bogotá, Colômbia.

Graduado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), realizou Residência Médica em Cirurgia Geral e Traumatologia no Hospital Heliópolis (SP) e especialização em Urologia no Hospital Brigadeiro (SP).

É Coordenador do Programa de Residência em Urologia do Hospital Central Roberto Santos, contribuindo diretamente para a formação de novos especialistas na área, e membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais.

Atende no Hospital da Bahia, na Pituba, em Salvador.

Perguntas frequentes

As dúvidas que mais aparecem no consultório sobre a laparoscopia.

Laparoscopia e cirurgia robótica são a mesma coisa
Não. As duas são minimamente invasivas e usam câmera, mas na laparoscopia o cirurgião manuseia as hastes diretamente, ao lado da mesa, e na robótica ele comanda braços articulados a partir de um console, com visão em três dimensões. A escolha depende do procedimento e do seu caso.
Toda cirurgia do rim pode ser feita por laparoscopia
Não. Depende do tamanho e da localização da lesão, de cirurgias anteriores na região, de aderências e das suas condições clínicas. Há casos em que a via aberta continua sendo a indicação correta, e isso é definido na avaliação.
Quantos cortes são feitos
Algumas incisões pequenas, por onde entram a câmera e os instrumentos. Quando é preciso retirar o órgão ou parte dele, uma delas é ampliada apenas o necessário para a saída da peça.
Preciso ficar internado
Sim, e o tempo varia conforme o procedimento e a sua evolução. O previsto para o seu caso é informado no pré-operatório, junto com as orientações por escrito.

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