A HoLEP, enucleação da próstata com laser de hólmio, trata a próstata aumentada por dentro, pela própria uretra, sem nenhum corte na barriga. A indicação depende do volume da próstata e das suas condições clínicas, e é definida na consulta.

O que a via do laser permite durante o procedimento.
Os resultados variam conforme o volume da próstata e as condições clínicas de cada pessoa, e são discutidos na consulta.
O acesso é pela própria uretra. O tecido que obstrui a passagem da urina é removido por dentro, sem nenhuma incisão na barriga.
O laser cauteriza enquanto trabalha, o que reduz a perda de sangue durante o procedimento e no período seguinte.
O tempo de sonda e de internação costuma ser mais curto que o da cirurgia aberta. Quanto tempo, no seu caso, depende do volume da próstata e da evolução no pós-operatório.
Volumes que antes exigiam cirurgia aberta, com corte e recuperação longa, hoje podem ser tratados por essa via.
São os sinais de que a próstata aumentada já está apertando a passagem da urina. Muitos homens convivem com eles por anos achando que é apenas idade.
Levantar duas, três ou mais vezes por noite para urinar
Jato fraco, que perdeu força com o passar dos anos
Demora para começar, mesmo com vontade
Sensação de que a bexiga não esvaziou por completo
Vontade súbita, com pressa para chegar ao banheiro
Gotejamento no fim, molhando a roupa
Ter que planejar viagem e reunião em função do banheiro
Infecções urinárias que se repetem
Episódio de não conseguir urinar, precisando de sonda
A próstata fica logo abaixo da bexiga, e a uretra passa por dentro dela. Com o avanço da idade, ela cresce. Esse crescimento é benigno, ou seja, não é câncer, mas ao crescer ela aperta o canal por onde a urina sai.
A bexiga então passa a fazer mais força para vencer o aperto, e como todo músculo que trabalha forçado, ela se altera com o tempo: fica mais espessa, mais irritável e menos eficiente. É por isso que o problema evolui devagar e o homem se acostuma. A queixa muda de “o jato está fraco” para “levanto quatro vezes por noite” ao longo de anos, e cada etapa parece apenas um pouco pior que a anterior.
Esse é o argumento para avaliar antes de o quadro apertar: quanto mais tempo a bexiga trabalha forçada, mais difícil fica recuperar o funcionamento dela depois, mesmo com a obstrução resolvida.
Cirurgia não é o primeiro passo, e boa parte dos casos se resolve antes dela. Estas são as situações em que ela passa a ser discutida.
O tratamento com medicação resolve muitos casos e é o primeiro caminho na maioria deles. Quando os sintomas voltam ou persistem apesar do remédio, ou quando os efeitos colaterais incomodam mais que o benefício, a cirurgia entra em discussão.
Retenção urinária com necessidade de sonda, infecções urinárias repetidas, sangramento na urina, pedras na bexiga ou repercussão sobre os rins. Nesses casos a conversa muda, porque esperar passa a ter custo.
Quando a avaliação indica que a bexiga já está trabalhando forçada e retendo urina, tratar a obstrução deixa de ser só uma questão de conforto e passa a ser proteção do funcionamento da bexiga e dos rins.
Durante muito tempo, a próstata muito aumentada só tinha uma saída: a cirurgia aberta, com corte na região abdominal, internação longa e recuperação demorada. Muitos homens preferiam conviver com o problema a encarar isso.
Na HoLEP, sigla em inglês para enucleação da próstata com laser de hólmio, o acesso é pela própria uretra. Nenhum corte é feito por fora. O laser descola o tecido que está obstruindo a passagem, seguindo o plano natural entre ele e a cápsula da próstata, e cauteriza enquanto trabalha, o que reduz o sangramento durante e depois do procedimento. O tecido descolado é então fragmentado e retirado por dentro.
A consequência prática é que próstatas grandes, que antes exigiam cirurgia aberta, hoje podem ser tratadas por essa via. É essa mudança que faz muito paciente que vinha adiando a decisão finalmente decidir tratar.
Para você saber onde está em cada momento e o que vem em seguida.
Conversa sobre há quanto tempo, com que frequência e o que já foi tentado, seguida do exame físico urológico. Traga exames anteriores, inclusive antigos, e a lista dos remédios que usa com as doses.
PSA, ultrassonografia para medir o volume da próstata e o quanto de urina fica na bexiga, e urofluxometria para medir a força do jato. São esses números que dizem se o caso é de remédio, de cirurgia, e de qual técnica.
Exames pré-operatórios e avaliação com o anestesista. É a etapa que define a data.
Internação hospitalar, anestesia e o procedimento feito pela uretra, sem corte externo. A duração varia conforme o volume da próstata. A família é informada ao término.
É comum permanecer com uma sonda vesical por um período curto após o procedimento, retirada conforme a evolução. As orientações de cuidado saem por escrito antes da alta.
Consultas de acompanhamento para avaliar o jato, o esvaziamento da bexiga e o resultado do exame do tecido retirado, que é enviado rotineiramente para análise.
Um panorama geral para você se organizar. Os prazos do seu caso são definidos pelo médico e entregues por escrito no pré-operatório.
Foco em hidratação, controle da dor e observação da urina pela sonda. Levantar cedo do leito faz parte da recuperação e é estimulado.
Repouso relativo, com caminhadas leves. Ardência ao urinar e presença de sangue na urina podem ocorrer nessa fase e são orientados no pré-operatório.
Retorno gradual às atividades, com liberação para esforço físico conforme a evolução. Urgência para urinar pode persistir por um tempo enquanto a bexiga se readapta.
Consultas de controle para conferir a melhora do jato e o esvaziamento da bexiga, com o resultado do exame do tecido retirado.

Vinte anos de urologia, com formação em cirurgia robótica no exterior.
O Dr. Joabe de Oliveira Carneiro atua em urologia há mais de vinte anos e dedica parte da prática cirúrgica à via robótica.
Possui certificação internacional em cirurgia robótica, tendo concluído o Basic Robotic Surgical Course no Florida Hospital Nicholson Center, nos Estados Unidos. É certificado como Console Surgeon no Sistema Cirúrgico Robótico da Vinci, pela Intuitive Surgical no centro de excelência INSIMED, em Bogotá, Colômbia.
Graduado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), realizou Residência Médica em Cirurgia Geral e Traumatologia no Hospital Heliópolis (SP) e especialização em Urologia no Hospital Brigadeiro (SP).
É Coordenador do Programa de Residência em Urologia do Hospital Central Roberto Santos, contribuindo diretamente para a formação de novos especialistas na área, e membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais.
Atende no Hospital da Bahia, na Pituba, em Salvador.
As dúvidas que mais aparecem no consultório sobre a HoLEP.
Traga seus exames, inclusive os antigos, e a lista dos remédios que usa. A avaliação existe para definir se o seu caso é de medicação, de acompanhamento ou de cirurgia.