Quem recebe o diagnóstico de câncer de próstata tem duas decisões a tomar: tratar, e escolher como. A segunda é discutida na consulta, considerando o estágio do tumor e as suas condições clínicas.

O que a via robótica permite ao cirurgião durante o procedimento.
Os resultados variam conforme o estágio do tumor e as condições clínicas de cada pessoa, e são discutidos na consulta.
O acesso é feito por pequenas incisões, sem a abertura extensa da cirurgia aberta. O tempo de retorno às atividades varia conforme o caso e é discutido na consulta.
Os nervos ligados à ereção ficam colados à próstata. A visão ampliada da via robótica permite ao cirurgião trabalhar junto a eles.
O músculo que segura a urina fica logo abaixo da próstata, e preservá-lo é um trabalho de milímetros feito sob visão ampliada.
A via robótica costuma cursar com menor perda de sangue durante o procedimento. O tempo de internação depende da evolução de cada paciente.
Existe uma confusão que atrapalha a decisão de muita gente, e vale desfazer logo: o robô não tem autonomia. Ele não decide nada, não executa etapas sozinho e não corrige o cirurgião. Não existe inteligência artificial operando.
Cada movimento dos braços dentro do abdome corresponde a um movimento da mão de quem está no console, na mesma sala, com a equipe ao lado do paciente durante todo o tempo. O que a plataforma faz é traduzir esse movimento com mais estabilidade e sob visão ampliada, filtrando o tremor natural da mão e permitindo trabalhar em espaços onde o punho humano não gira.
É por isso que a escolha do cirurgião continua sendo a decisão mais importante do processo. A tecnologia amplia o gesto de quem opera, e ampliar um gesto pressupõe que exista técnica no gesto original.
Ela não é indicada para todo caso, e essa é a primeira coisa a ser avaliada. Estas são as situações em que costuma ser considerada.
É a indicação mais frequente. A retirada completa da próstata pela via robótica permite trabalhar sob visão ampliada nas proximidades dos feixes nervosos e do esfíncter urinário, estruturas ligadas à função sexual e ao controle da urina. O quanto é possível preservar depende do estágio e da localização do tumor, e isso é definido caso a caso.
Em tumores renais, a via robótica é empregada em procedimentos que preservam parte do órgão em vez de retirá-lo por inteiro, quando o tamanho e a localização da lesão permitem essa escolha. A sutura profunda em tempo controlado é justamente onde a articulação dos instrumentos pesa.
Obstruções da junção entre o rim e o ureter e outras reconstruções que exigem sutura fina em profundidade. São cirurgias em que a dificuldade não está no acesso, e sim na precisão de costurar estruturas estreitas dentro de um espaço apertado.
O caminho completo, para você saber onde está em cada momento e o que vem a seguir.
A consulta reúne o PSA, o resultado da biópsia com o grau do tumor, os exames de imagem e o seu estado geral de saúde. É nesse encontro que se define se a cirurgia é o melhor caminho para o seu caso, ou se acompanhamento ou radioterapia fazem mais sentido. Nem todo diagnóstico de câncer de próstata leva à cirurgia.
Exames pré-operatórios e avaliação com o anestesista. É a etapa que define a data, e a equipe do consultório orienta quais documentos são pedidos.
Internação no Hospital da Bahia, anestesia geral e posicionamento. Os braços da plataforma entram por incisões pequenas no abdome, e o cirurgião opera a partir do console dentro da mesma sala. A duração varia conforme o caso, e a família é informada ao término.
O período de internação depende da evolução de cada pessoa. É comum sair do hospital com uma sonda vesical, que permanece por alguns dias enquanto a região cicatriza, e ela é retirada em consulta de retorno. Você recebe por escrito as orientações de cuidado com a sonda antes da alta.
Depois da alta vêm as consultas de acompanhamento, com a retirada da sonda, o resultado do exame da peça cirúrgica e o controle do PSA ao longo do tempo. O acompanhamento oncológico continua por anos, e faz parte do tratamento tanto quanto a cirurgia.
A próstata fica cercada por estruturas delicadas. Os feixes nervosos ligados à ereção correm colados a ela, e o esfíncter que controla a urina fica logo abaixo. Retirar a próstata inteira e ao mesmo tempo preservar o que está ao redor é um trabalho de milímetros.
A câmera do sistema projeta essa região em três dimensões e com aumento, e os instrumentos articulam em ângulos que a mão não faz dentro do abdome. É isso que a técnica oferece: melhor condição de enxergar e de manobrar em um espaço estreito.
O que ela não oferece é garantia. O quanto se consegue preservar depende de onde o tumor está, do quanto ele avançou e das suas condições prévias. Um cirurgião honesto discute isso com você antes, e não depois.
Nenhuma técnica elimina os riscos desta cirurgia. Eles existem, variam de pessoa para pessoa, e você tem o direito de conhecê-los antes de decidir.
Perda de urina em graus variados pode ocorrer após a retirada da próstata, sobretudo nas primeiras semanas, e tende a melhorar com o tempo e com fisioterapia do assoalho pélvico. A intensidade e a duração variam conforme o caso e as condições prévias.
A ereção pode ser afetada, e o quanto depende de onde estava o tumor, do quanto foi possível preservar os feixes nervosos e da sua função antes da cirurgia. Existem tratamentos para essa fase, e eles fazem parte do acompanhamento.
Sangramento, infecção, complicações relacionadas à anestesia e eventos trombóticos são riscos presentes em qualquer cirurgia desse porte. A avaliação pré-operatória existe para medir esses riscos no seu caso e reduzi-los.
O exame da peça retirada pode mostrar que a doença era mais extensa do que os exames indicavam antes. Nesses casos, pode haver indicação de radioterapia ou de outro tratamento depois da cirurgia. É uma possibilidade real e precisa entrar na conversa desde o início.
Um panorama geral para você se organizar. Os prazos do seu caso são definidos pelo médico conforme a sua evolução, e entregues por escrito no pré-operatório.
Ainda no hospital, com foco em controle da dor, retomada da alimentação e primeiros movimentos fora do leito. Levantar cedo faz parte da recuperação, e não é uma ousadia.
Período de repouso relativo, com caminhadas leves e cuidado com a sonda conforme a orientação recebida. A retirada acontece em consulta marcada.
Começa o trabalho de recuperação do controle urinário, quase sempre com fisioterapia do assoalho pélvico. É a fase que mais exige paciência e a que mais se beneficia de disciplina.
Retorno progressivo às atividades, liberação para esforço físico conforme a evolução, e acompanhamento do PSA em intervalos definidos pelo médico.

Vinte anos de urologia, com formação em cirurgia robótica no exterior.
O Dr. Joabe de Oliveira Carneiro atua em urologia há mais de vinte anos e dedica parte da prática cirúrgica à via robótica.
Possui certificação internacional em cirurgia robótica, tendo concluído o Basic Robotic Surgical Course no Florida Hospital Nicholson Center, nos Estados Unidos. É certificado como Console Surgeon no Sistema Cirúrgico Robótico da Vinci, pela Intuitive Surgical no centro de excelência INSIMED, em Bogotá, Colômbia.
Graduado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), realizou Residência Médica em Cirurgia Geral e Traumatologia no Hospital Heliópolis (SP) e especialização em Urologia no Hospital Brigadeiro (SP).
É Coordenador do Programa de Residência em Urologia do Hospital Central Roberto Santos, contribuindo diretamente para a formação de novos especialistas na área, e membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, com participação ativa em congressos nacionais e internacionais.
Atende no Hospital da Bahia, na Pituba, em Salvador.
As dúvidas que mais aparecem no consultório sobre a cirurgia robótica de próstata.
Traga seus exames, inclusive os antigos, e as dúvidas anotadas. A avaliação existe para definir se há cirurgia a discutir no seu caso, e qual caminho faz mais sentido para você.